As barreiras da reciclagem do vidro no Brasil.

6 Sep 2018

 

Saber diferenciar o produto ecológico do marketing verde, é realmente complicado. Ser sustentável virou moda, e o que deveria ser uma causa bacana e abraçada por todos, nem sempre é verdadeiro. 
A frase que constantemente leio por aqui é "produto reciclável"...Ora bolas e qual não é? Quase todo material produzido pelo ser humano é reciclável, mas sem a destinação correta, ele é tão prejudicial quanto qualquer outro, até mesmo os compostáveis. De nada adianta trocar a bucha de banho sintética pela vegetal, ou usar escova dental de bambu, se esse material não for compostado, jogá-lo no lixo não resolve o problema, pois ele seguirá para algum aterro sanitário e misturado à outros materiais acaba gerando o chorume, gás carbônico e gás metano.

 

Uma dúvida que frequentemente ouço, é com relação ao VIDRO. Muitos acham a melhor escolha na hora da compra de um produto feito de vidro ou embalado em vidro.

O vidro é o material com maior capacidade de reciclagem, quando descartado da forma correta.

O potencial de reciclagem do vidro é tão grande que um quilo de cacos de vidro gera um quilo de vidro novo, pronto para uso, em um processo simples de transformação, que pode ser realizado infinitas vezes. Porém o Brasil recicla apenas 30% desse material, que apesar do ser 100% reciclável, tropeça na chamada Logística Reversa. No caso do vidro, esta logística é um pouco mais complexa do que a de outros materiais como PET, alumínio e sucata que são mais fáceis de coletar, prensar e comercializar. Num país enorme como o Brasil carente de uma malha viária que atenda essa demanda, os altos custos com o transporte desse material acabam inviabilizando a sua reciclagem. 

Outro fator de impacto é o valor deste resíduo, enquanto uma tonelada de alumínio custa em média R$ 2.500,00 e a de PET R$1.000,00, a tonelada do vidro fica em R$ 70,00, fazendo com que este resíduo não seja tão atrativo para coleta e comercialização.

O vidro quando reciclado, não apresenta uma transparência 100%, outro fator que dificulta a sua entrada no mercado, pela mistura de cores diversas, ele sempre fica com um tom mais esverdeado.

Mesmo nas coletas seletivas, quando o vidro não se perde nos caminhões compactadores, ele se perde no processo pois os caminhões compactadores não conseguem separar este resíduo, acabando por perder toneladas de material no processo, que transformado em pó de vidro e rejeito é descartado em aterro onde poderá ficar infinitamente pois não se sabe qual a sua permanência no meio ambiente sem se degradar. Estima-se que leve mais de 4000 anos.

 

O QUE FAZER? 

> Na hora da compra, dê preferência para produtos embalados em vidros retornáveis, ou quando não for possível, substitua os produtos embalados em vidro por outras embalagens, por exemplo, ao comprar cerveja ou refrigerante, de preferencia aos embalados em latas de alumínio. 

> Reutilize os potes de vidro, eles servem para guardar temperos, mantimentos e o que mais a sua imaginação permitir.

> Aqui no Rio, a Mana Bernardes  e a Tok Stok já desenvolveram uma linha de objetos de casa com vidro reciclado, e a Thaïs Schneider cria acessórios  e objetos lindos com reaproveitamento de vidro.

> Sempre que possível leve seus vidros a uma empresa recicladora ou ferro velho.

 

 

Fontes:

Ciclo Orgânico (http://blog.cicloorganico.com.br)

Setor Reciclagem (www.setorreciclagem.com.br)

 

 

Nas fotos, potes de de mate e geleia que reaproveitei como porta temperos e porta biscoito e também os potes de vidro reciclado que tenho há anos, comprados na TokStok.

 

 

 

 

 

 

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